Moradores questionam projeto de crematório no Atiradores antes de audiência pública
Marco Aurélio Braga
27 de julho de 2026
Um grupo de moradores do bairro atiradores está se movimentando contrária a instalação de um crematório na rua marajó nas proximidades do cemitério municipal.
A instalação está em estudo de impacto de vizinhança e tem uma audiˆncia pública marcada para o dia 12 de agosto. Neste final de semana teve mais um capítulo com moradores da região se mobilizando e divulgando o protesto em outdoors.
Na verdade o que está acontecendo ali é um estudo de impacto de vizinhança para a instalação do empreendimento. Moradores do bairro atiradores e de regiões próximas estão se mobilizando para acompanhar o processo de instalação de um crematório na região. Até o momento, porém, não há informação sobre a formação de um movimento único e organizado. diferentes grupos procuram vereadores e representantes públicos para discutir o empreendimento antes da audiência pública.
Uma análise preliminar feita por moradores aponta possíveis fragilidades no estudo de impacto de vizinhança, o EIV, a principal crítica é que o documento daria maior atenção à existência da edificação do que aos impactos da atividade de cremação, considerada potencialmente emissora de poluentes atmosféricos.
Entre os questionamentos estão a ausência de informações detalhadas sobre altura da chaminé, quantidade prevista de cremações, tipo de combustível, vazão e temperatura dos gases e eficiência dos sistemas de filtragem. Os moradores também afirmam que o estudo apresenta mapas dos ventos, mas não demonstra como eventuais emissões poderiam se dispersar e atingir as áreas residenciais.
Outro ponto levantado é a falta de uma avaliação quantitativa sobre possíveis impactos à saúde, ao sossego e à valorização dos imóveis da região. O grupo ainda questiona o avanço das obras no local antes da realização da consulta pública.
Os moradores defendem a participação de vereadores, síndicos, população, responsáveis pelo empreendimento e órgãos municipais para que sejam apresentadas garantias técnicas sobre a segurança da operação. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa responsável pelo projeto. A Prefeitura de Joinville diz que não se manifesta nesta fase do processo, pois trata-se de um empreendimento particular.