Brasil estará sob os holofotes na Cúpula dos Brics, dizem especialistas
Jhonatan Marques
21 de agosto de 2023
Marcado para acontecer nos dias 22, 23 e 24 do mês de agosto, em Joanesburgo, na África do Sul, a Cúpula dos Brics deixa o Brasil em uma posição de interesse de outros países.
Os líderes do bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reúnem para discutir diversos temas geopolíticos, e a expansão da entidade será um dos debates centrais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já deu declarações favoráveis à inclusão de países como Arábia Saudita, Venezuela e Argentina no bloco.
Giorgio Romano Schutte, professor em Relações Internacionais e Economia da Universidade Federal do ABC (UFABC) e integrante do Observatório da Política Externa e de Inserção Internacional do Brasil (OPEB), diz que o Brasil já entra com uma força política diante dos outros países por ter colocado uma ex-presidente para liderar o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), o braço financeiro do bloco, também chamado de o Banco dos Brics.
“Dilma Roulsseff está a mil por hora, tentando aproveitar desse momento para fazer uma diferença. Vale lembrar que o NDB saiu do papel em 2014 quando ela era presidente, e o mundo sabe disso e considera a importância”, afirma.
Segundo Schutte, não haverá nenhuma decisão concreta no encontro, porém a cúpula chamará muita atenção do mundo pelo aumento da rivalidade internacional entre China e Estados Unidos, e com o desenrolar da guerra na Ucrânia.
Fonte CNN